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Circuito Sesc de Artes - Donizetti – Filho, irmão, pianista e sacerdote

21 de fev. de 2014
2 min de leitura

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Falar de Tambaú, uma pequena cidade do interior de São Paulo, é falar de padre Donizetti. Todos os moradores da cidade, citam o padre como maior referência. “Todos conhecem Tambaú, por causa do padre Donizetti. Eu ia nas missas do padre, minha mãe me levava desde pequena“, diz uma antiga moradora da cidade. Donizetti, nasceu em Minas Gerais, em 1882. Filho de Chiquinha e Tristão, um casal apaixonado, que lutou para ficar junto, mesmo contra a vontade da família da moça. Seu pai, era músico e ensinou Donizetti a tocar piano desde garoto. Tristão dizia, que de seus filhos, Donizetti era o melhor pianista. Seu nome, foi uma homenagem ao compositor italiano Gaetano Donizetti (1797 – 1848). Todos os filhos de Tristão tinham nomes de músicos famosos, isso causava alguns episódios engraçados. Como o de um violinista português, que precisava de um pianista para um concerto na cidade de Franca. O músico foi até uma farmácia e perguntou se algúem conhecia um pianista na cidade que pudesse acompanhá-lo. Todos indicaram a família Tavares. O violonista foi até a casa da família e foi atendido por Francisca Cândida, mãe de Donizetti. Ao explicar sua necessidade para Chiquinha, ela disse: “Sinto muito, meu marido não está na cidade. Certamente, o mais indicado seria Rossini, mas agora está morando em São Paulo“. O Rapaz arregalou os olhos. Chiquinha, continuou a falar: “Infelizmente, Mozart e Bellini também viajaram há poucos dias“. A essa altura, o moço estava ficando nervoso, achando que a mulher era doida. Pediu calma para ela e ia se afastando, quando Chiquinha falou: “Claro que se mudasse o concerto para outro dia, eu poderia garantir que Donizetti…“. Mas Foi demais, o músico saiu bravo e foi tirar satisfação com o farmacêutico. Quando contou na farmácia o ocorrido, todos riram muito e explicaram para o rapaz lusitano que a mulher não era louca. Pe Donizetti, mesmo depois de sua morte, 1961, continua sendo o ícone de Tambaú. Hoje, muitos romeiros passam pela cidade em busca de sua graça. Muitos afirmam ter recebido o milagre do padre, o que aumenta mais sua fama. No santuário, há um museu onde era a antiga casa do padre, e uma lojinha com as relíqueas de Donizetti. A cidade já chegou a receber 60 mil pessoas em um único fim de semana, para a benção do padre, que chegou a ser proibido de dar bençãos por causa da multidão que vinha a cidade. Um radialista na época, chegou a gravar a que seria a “última benção” do padre. Esta gravação, é usada até hoje nas missas do santuário.

 
 
 

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